Tendo apenas um sétimo do tamanho da lua da Terra - aproximadamente 500 km de diâmetro - torna improvável que suporte tanta atividade tectônica. Miranda parece ter sido reconstruída com partes que não se encaixaram muito bem, tal como o famoso monstro Frankenstein.
Dentre os corpos extraterrestres, Miranda é o que exibe a paisagem mais singular e multiforme, contendo três grandes formações geológicas conhecidas como “coronae”. Únicas dentro do que conhecemos em nosso sistema solar são conjuntos de cristais e vales brandamente craterizados, isolado do terreno mais craterizado (e possivelmente mais antigo) por limites evidentes, como buracos numerosas em uma roupa perfurada em diversos lugares. Os monstruosos cânions de falhas de Miranda são até 12x mais profundos que o Grand Canyon. Devido a baixa gravidade e penhascos, uma pedra jogada da borda de seu mais alto penhasco demoraria 10 minutos inteiros para completar a distância até o chão.
Cientistas discordam sobre quais processos foram responsáveis pelas características de Miranda. Uma das possibilidades é de que a lua tenha sido destruída em um impacto colossal e seus pedaços tenham sido remontados aleatoriamente. Outro situação, até mais provável, é que suas coroas sejam locais de grandes choques entre meteoritos rochosos ou metálicos que tenham derretido parcialmente o subsolo gelado e resultaram em períodos eventuais de água lamacenta surgindo na superfície e congelando novamente.
A superfície de Miranda consegue ser quase tão brilhante quanto a de Ariel - a mais cintilante entre as maiores luas uranianas - mas nenhuma delas é capaz de refletir mais do que cerca de um terço da luz solar que as atinge. Isso indica que suas superfícies foram escurecidas por materiais carbonáceo. Seu brilho aumenta drásticamente quando está em oposição. Isso mostra que sua superfície é porosa, projetando sombras quando iluminada em outros ângulos. Tal textura pode ser resultado de eras de impactos de micrometeoritos que araram o solo.
Acredita-se que todas as luas maiores de Urano sejam compostas principalmente por quantidades parecidas de gelo de água e rochas de silicato. Ao contrário dos quatro satélites principais de Urano, Miranda é ligeiramente inclinada em sua óribta.
Miranda é a menor das cinco luas uranianas conhecidas antes da Voyager 2 visitar o planeta, além de também ser a mais próxima do planeta.
Revelação
Miranda foi descoberta em fotos telescópicas do sistema uraniano por Gerard P. Kuiper no dia 16 de fevereiro de 1948, no observatório McDonald, oeste do Texas. Foi a última lua de Urano a ser descoberta antes da chegada da Voyager 2 em 1986.